Conheça a história da urna eletrônica no Brasil

O equipamento é o protagonista da maior eleição informatizada do mundo

Antes das urnas, o sistema de votação era em cédulas de papel e de apuração manual.

A urna eletrônica foi lançada em 1996. Nesse ano, os votos de mais
de 32 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época.

Ao todo, foram coletados cerca
de 70 mil urnas eletrônicas.

O primeiro nome do equipamento foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV).

O projeto da urna eletrônica genuinamente brasileira só começou em 1995, quando o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) para desenvolver o projeto da “máquina de votar”.

O dispositivo teria de ser capaz de eliminar a intervenção humana dos procedimentos de apuração e totalização dos resultados, bem como de garantir maior segurança e transparência ao processo eleitoral. Também deveria ser leve e compacto e prático de usar.

A urna eletrônica combinou tela, teclado e CPU numa só máquina, com teclado similar ao de um telefone justamente para possibilitar que o analfabeto e o deficiente visual pudessem interagir com o novo dispositivo sem dificuldade.

A urna eletrônica combinou tela, teclado e CPU numa só máquina, com teclado similar ao de um telefone justamente para possibilitar que o analfabeto e o deficiente visual pudessem interagir com o novo dispositivo sem dificuldade.

O código-fonte das urnas eletrônicas é a linguagem de computador em que
os aparelhos são programados

Para garantir que não haja nenhuma falha de operação nas urnas, o código-fonte pode ser fiscalizado por entidades que fazem parte da Comissão de Transparência das Eleições (CTE), como as Forças Armadas;

Apesar de estar aberto para visualização, o código-fonte das urnas eletrônicas não é editável pelos fiscalizadores

O controle do código-fonte permite que na cerimônia de lacração - que ocorre até 20 dias antes das eleições - os fiscais verifiquem se houve alterações na última versão do código disponibilizada na fase de auditoria e fiscalização.